La Poderosa 2 – “Diários de Motocicleta” na Web

No clima do post anterior, juntei alguns links interessantes sobre o assunto. Pra começar, no site oficial você encontra algumas fotos, entrevistas com Walter Salles e Alberto Granado e uma ou outra referência de elenco. Muito pouco para tudo que o filme representa, tanto pelos assuntos que aborda quanto pela arte de sua construção. Então vamos ao que interessa!

Link fácil, uma das melhores entrevistas do diretor foi esta aqui, concedida a Revista Trip na época de lançamento do filme. Mas a Trip não foi a única: na mesma semana a Folha de São Paulo entrevistou diretor e atores e a agência Carta Maior fez o mesmo, de forma não menos interessante. Ambas valem a pena.

Na mesma linha, da folhaonline:

  • Walter Salles: “O cinema deixou de querer acreditar”
  • Walter Salles: Diretor descobre suas origens no filme
  • Walter Salles fala logo após a conclusão do filme, em 2002
  • Alberto Granado: “A revolução virá dos jovens”
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    Se você mordeu a isca e quer ir um pouco mais fundo, seguem mais e mais textos que tratam desde o tema  principal do filme, passando pela abordagem histórica (e controvertida) pela qual Salles optou, até reflexões sobre o continente latino-americano e algumas referências (equivocadas ou não) sobre o protagonista e seu simbolismo:

  • Folha de S. Paulo: Che Guevara de Walter Salles é herói assistencialista
  • Folha de S. Paulo: Walter Salles faz seu melhor filme
  • Agência Carta Maior: América indomável
  • Reuters: “Diários” descortina a América que moldou Che Guevara
  • Reuters: Filme mostra jornada de jovens idealistas
  • Cinemascópio: “Diários de Motocicleta” descobre a “Sudamérica”
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    Mais do que os textos citados, lembro de ter ficado fascinado pelo texto de Contardo Calligaris, aqui disponível apenas para assinantes UOL e Folha. Nele, o psicanalista italiano radicado no Brasil trata do anseio de liberdade individual que “nos tornou todos um pouco mochileiros (de verdade ou em sonho)” e o anseio “de viver numa sociedade justa”. Inspirado, o texto divide mundo em mochileiros sem justiça e justiceiros sem mochila. “Somos os filhos problemáticos desse casal divorciado e, como tais, logicamente, gostaríamos de juntar os cacos”, cutuca. Algum tempo depois o autor voltou ao tema, novamente na Folha, em “O Che de Walter está na garupa de nossa moto“, sobre o mito Guevara e seu legado.

    Para os fiéis da cozinha, claro que o Omelete também deu seu depoimento assim que o filme foi lançado. E outros tantos blogs também deram os seus: inflamados, positivos, negativos ou mornos, mas sempre marcantes.

    Marcante também foi o polêmico texto de Reinaldo Azevedo, que entendeu o filme como uma anódina mensagem de “só o amor constrói” de Salles, justificada pela temática recheada de “valores pasteurizados da esquerda”. O link te leva para seu blog na Veja, rememorando texto publicado na versão papel da Revista Bravo. A revista já havia visitado o assunto antes, com a famosa O Triunfo Final de Che e voltaria ao tema, de forma absolutamente pé-no-peito com Há Quarenta Anos Morria o Homem e Nascia a Farsa, amplamente discutida e contestada. Só para valentes de estômago e coração.

    Mas como o assunto do blog é outro, fecho a coletânea com a opinião da família Guevara e os palpites respeitáveis de Jurandir Freire Costa, Emir Sader e o próprio Walter Salles sobre o filme, o personagem, a América e a viagem. Bom divertimento.

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