Lugares bacanas em São Paulo (4) TEMPLO ZULAI

Templo Zulai

O Templo Zu Lai é um belíssimo mosteiro budista com sede na cidade de Cotia-SP, distante a apenas 37km da capital paulista. Cada visita ao local é única, especialmente se você der sorte e pegar uma evento como a Festa do Ano Novo Chinês ou um Retiro de Meditação. Ok, no meu caso eu planejei mesmo ir durante a celebração, mas garanto que com ou sem festa a visita vale a pena. Muito!

Templo Zulai

O lugar é perfeito para quem busca um primeiro contato com a religião budista ou simplesmente um lugar para relaxar, meditar, conhecer um estilo de vida diferente.

A área verde ao redor do templo é extremamente bem cuidada, cheia de pequenas estátuas, lagos, flores, grandes gramadões que convidam a espreguiçar e pensar na vida. Lá também são ministrados cursos de meditação, línguas orientais e artes marciais. Há ainda um restaurante vegetariano onde come-se a vontade por quinze mangos e um café com pães e bolos singulares. Tem ainda uma lojinha budista e o estacionamento é na faixa.

Para quem quiser conhecer um pouco mais, a expressão “Zu Lai” vem do sânscrito Tathagata, significando “aquele cujo estado é a realidade que um Buda vê”. Segundo o site do templo, “expressa também sua mensagem mais profunda: a idéia de que a essência búdica reside no âmago de todos os seres sencientes”. Basicamente, o budismo busca a iluminação, que significa uma eterna luta contra as dificuldades diárias que encobrem a pureza que há em nosso interior. O mote é resgatar essa pureza.

Interessou? O acesso é ridiculamente fácil (mapa aqui). São duas linhas intermunicipais operadas pela Intervias (11-4615-1410 ou no site da EMTU) que passam ali pertinho. É só pedir ao motorista para avisar quando chegar ao Km. 28,5 da Rodovia Raposo Tavares, e caminhar cerca de 1km até a portaria. Para pegá-las, vá até ao terminal Barra-Funda (metrô/ônibus/trem) e pegue a linha  “Barra Funda – Cotia” que sai de 20 em 20 minutos ou pegue o “Pinheiros – Cotia”, que sai com a mesma frequencia a partir do Largo de Pinheiros, no ponto em frente a Igreja. O templo também disponibiliza um busão free ida e volta, que sai em frente da estação do Metrô Liberdade, no acesso  da Av. Liberdade. O horário de ida é 8h30 e a volta é às 16h. Rola uma senha na ida que você tem que apresentar na volta. Não a perca!

Sobre o budismo, bem, eu realmente não me identifico com a ritualística, que é oriental demais para minha cabeça e formação, mas a filosofia é a mais interessante, útil e bonita que já conheci. Recomendo vivamente o livro O Despertar do Buda Interior, do Lama Surya Das, editado aqui no Brasil pela Editora Rocco (ISBN 9788532514769). O livro apresenta ao leitor leigo a doutrina a partir do zero, cotejando o que um ocidental pode aprender com ela e o mais importante: como aplicá-la à nossa vida do lado de cá do oceano.

Surya Das é considerado o maior representante do chamado “budismo ocidental”, que é caracterizado pelo intenso pragmatismo, voltando para a prática e eficácia dos ensinamentos. Ou seja, o que o cara propõe é um passo-a-passo de como aplicar os ensinamentos budistas de crescimento interior e busca da iluminação de forma direta, prática, desmistificada. Segundo ele mesmo, é um “caminho para a sabedoria que seja sensato, não sectário e integrado, que conduza à transformação pessoa e à iluminação de homens e mulheres modernos, ativamente engajados com a vida”. Confesso que desde que meu grande amido Daniel (salve!) me apresentou o livro, mudei radicalmente meu jeito de pensar, de encarar a vida.

Outro livro muito bacana é O Caminho da Felicidade, de Howard C. Cutler. O autor conta que descobriu uma nova forma de viver depois de ter conhecido Dalai Lama, o carismático líder espiritual do povo tibetano. Um dos vencedores do Nobel da Paz pela sua postura política junto ao seu povo, as respostas do líder aos questionamentos do autor são preciosos ensinamentos de paz e conceitos-chave para viver melhor no mundo de hoje. Tem uma carinha auto-ajuda e é facilmente tachado como tal pelos atendentes despreparados de grandes redes de livrarias, mas é muito mais que isso. Recomendo.

Festa do Ano Novo chinês no Templo Zulai
Festa do ano novo chinês

Visite o dharma.net e verifique uma extensa lista de livros sobre o assunto e suas respectivas resenhas. Caso decida comprar algo, aproveite os links ali e adquira seu exemplar pelo Submarino para que a renda seja revertida em prol da sangha (saiba mais aqui). Aqui e aqui você encontra  listinhas de livros básicos também. E por fim, visite também o site do Heródoto Barbeiro, jornalista consagrado do qual sou fã assumido, que virou budista e vive para transformar a si mesmo e ajudar a construir uma sociedade mais solidária.

Vai na fé!

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  1. Templo Zu Lai: Eu fui e confesso que amei! Antes de visitar, seria muito bom pesquisarmos sobre o Templo. Não podemos esquecer que lá é um lugar sagrado, portanto deve-se respeitar, não falarmos alto, não falar palavrões, ir com roupas discretas e dominar as criancinhas… rsrs Fui sem saber nadica do lugar, fui mais pela beleza mesmo e senti falta de saber mais, qual o significado das estátuas e de tudo pq tudo tem um significado lá… se alguem for com o onibus do templo que sai do bairro Liberdade, não se esqueça que os 4 primeiros bancos do onibus estão “reservados” … eu não sabia e sentei logo na frente e só depois me falaram que não podia… micoooo kkkkkk Enfim, taí as dicas!!!

  2. Muito legal e interessante suas informações, de forma´simples e prática. Vou levar minha família amanhã e deixar meu filho praticar as suas fotos para ver se valeu a pena o curso que fez.
    Obrigado, abç.
    Ronaldo

  3. Antes de ir, verifique a programação no site!
    O ideal é conhecer o lugar num dia comum, para aproveitar sua paz e silêncio logo de cara. Em dias como o da celebração do Ano Novo chinês, o templo fica lotado e parece um mero ponto turístico. Entretanto, recomendo ambas as ocasiões!

  4. Acrescentando: o jornalista Heródoto Barbeiro também publicou um livro pela Madras chamado Buda, o mito e a realidade (SBN: 978-85-370-0463-0). É um ensaio que fala justamente do encontro do ocidental com o Budismo, que “pode ser devastador para alguns ocidentais, no sentido de desconstruir tudo o que uma pessoa aprendeu até o momento e descortinar uma nova realidade”.
    No livro, o jornalista explica que pela lógica do budismo todos os fenômenos são criados apenas e exclusivamente por nossa mente, desmistifica o sobrenatural, a “ajuda divina”, santos, deusex, metafísica, parapsicologia e por aí vai. Leitura de classe a um preço justo e acessível.

    Mais aqui: http://www.madras.com.br/Default.aspx?cd_produto=1015
    No submarino, em promoção no dia em que escrevo o comentário: http://www.submarino.com.br/produto/1/21538940/buda:+o+mito+e+a+realidade?menuId=1409

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