Feriado em São Miguel Arcanjo : Show de Mata Atlântica no Parque Estadual Carlos Botelho

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Seguindo na busca por lugares eco-interessantes no sudeste brasileiro ainda não descobertos pelas grandes multidões, compartilho com vocês mais um achado, dessa vez em terras paulistas:  São Miguel Arcanjo!

E bota “eco” nisso! Dos cerca de 1.200 muriquis existentes no Brasil hoje, mais de  800 estão no Parque Estadual Carlos Botelho, um dos mais ricos em vida selvagem do Estado de São Paulo, bem ali no coração de São Miguel. Juntam-se a eles mais de 200 espécies de aves em 37 mil hectares de matas primárias e secundárias em franca regeneração. Paraíso.

Criado em 1981 a partir da unificação de quatro unidades de conservação (Carlos Botelho, Capão Bonito, Travessão e Sete Barras) o parque é a atração mais bacana de São Miguel e hoje é reconhecido oficialmente pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural.

E Como todo bom parque estadual, o Carlos Botelho tem uma área bastante extensa, destinada à proteção de seu ecossistema, cuja finalidade é resguardar seus atributos naturais, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos científicos, educacionais e recreativos. E não é só: o Parque da Onça Parda e a Parque do Zizo são duas RPPNs vizinhas que valem a visita.

São Miguel sempre teve por principal atividade o setor agrícola, especialmente o cultivo de uvas e laranjas, tendo sido referência também na produção de algodão e carvão num passado não tão distante. Parte significativa do Carlos Botelho abrange, inclusive, uma extensa área que abrigava uma carvoaria, podendo ser avistados antigos fornos do início do século passado em algumas  de suas trilhas. Apesar de hoje ostentar o título de “capital da uva itália”, a vocação da cidade vem mudando rapidamente em direção ao ecoturismo. E é isso que fomos conferir!

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Visitamos a região no feriado no último feriado da independência (2012) e curtimos demais tudo que conhecemos, a começar pelo povo, muito hospitaleiro e educado. O proprietário da pousada onde ficarmos, Seu Claudinei, muito simpático e atencioso, fez questão de verificar os restaurantes abertos para facilitar nossas refeições e deu todas as dicas para circular na região sem perder muito tempo.

Sua pousada, Villa da Mata, certamente é a melhor escolha da cidade. Possui 12 quartos simples, mas bastante confortáveis, todos equipados com televisores 20″, ventiladores de teto, roupas de cama e móveis novos. Destaque para o chuveiro a gás, excelente, além de um série de medidas ecológicas de economia de água e energia elétrica sem abrir mão do conforto para o hóspede. As diárias custam em média R$100,00 o casal, incluindo um café da manhã honesto e internet wi-fi de boa qualidade. Há ainda um bar que funciona todos os dias no período noturno e uma agradável sala de estar com lareira. Recomendo!

Chegar lá é fácil. Para quem vem de Sampa, basta pegar a Rodovia Castelo Branco até o Km 77 e sair em Sorocaba na direção da SP-75 (vulgo “Castelinho”). Dali, basta seguir placas de Votorantim/Salto de Pirapora/São Miguel Arcanjo, o que te levará a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), que você seguirá até a  saída 102-B (placa de Salto de Pirapora). Dali roda-se pelos 70km mais charmosos e tranquilos da viagem até o trevo da cidade. São pouco mais de 2h (+-200km) no total, o que permite visitas tranquilas de fim de semana e até um bate-e-volta, dependendo da disposição.

A cidade carece, entretanto, de opções gastronômicas. Na sexta-feira, feriado, cansados da estrada e bastante esfomeados depois da visita ao parque, não encontramos nem um único restaurante aberto. O jeito foi saciar a fome na padaria Ja-pão (trocadilho espirituoso, já que o local tem decoração de inspiração nipônica) com um bom X-Egg e alguns refrigerantes. No dia seguinte, entretanto, fomos agraciados com a deliciosa comida caseira do restaurante Vem-Ká, localizado no centro da cidade. Lá a comida é vendida a quilo, bem baratinha e com “aquele” tempero caseiro. Vale a pena!

E vamos ao principal: o parque!

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