Reveillon Mineiro, Dia 01: Belo Horizonte

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Teus abraços, de concreto

Teus beijos, de vidro

Teus amores, de plástico

Teu céu já não é tão azul

E sempre te direi

Que já não és a mesma de antes

Por mais que te ame

E ainda te contemple

Em belos horizontes.

…………………………………….Iara Ferreira

Começando do começo, um dos motivos por termos escolhido passar a virada do ano nas Gerais foi uma promoção da Gol que nos valeu passagens aéreas de ida-e-volta GRU-CNF (Guarulhos-Confins) por menos de 200 reais, o que nessa época do ano (de 25/12 a 01/01) realmente foi uma pechincha, apesar de ser um vôo noturno.

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Reveillon Mineiro: BH, Brumadinho, Ouro Preto, Mariana, Congonhas e Caraça

Mina da Passagem: Ouro Preto - Mariana

Dois mil e doze terminou com uma vibe “mineira, mineira” nessa fantástica e relaxante trip pelo centro de Minas Gerais. Reveillon mesmo não teve (vocês saberão o porquê) porém  mais uma vez, minhas expectativas foram totalmente superadas: Belo Horizonte é mais agradável do que eu imaginava, a culinária em Ouro Preto é monstruosamente deliciosa e o Caraça é bem mais bonito pessoalmente.

Chegamos a BH na madrugada do dia 25 para o dia 26/12 e conhecemos tudo que foi possível em BH nesse dia. Passamos todo o dia 27 em Brumadinho, no Instituto Inhotim e já à noite fomos direto a Ouro Preto. Dia 28 visitamos a Mina da Passagem e Mariana, dia 29 passamos todo em Ouro Preto, dia 30 fomos a Congonhas conhecer o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e fechamos o passeio no dia 31 com um bate-e-volta ao Santuário do Caraça em Catas Altas.

Como a trip foi um pouco curta e a idéia era priorizar o tempo, sem grandes deslocamentos, optei por publicar a vocês no formato relato, já que há guias de todos os tipos, tamanhos e qualidades espalhados pela internet. Assim, fica uma sugestão de roteiro rápido, porém intenso e agradável, pontilhado com links para leitura, algumas observações pessoais e dicas de excelentes restaurantes com bom custo-benefício. Bora!

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Feriado em São Miguel Arcanjo : Show de Mata Atlântica no Parque Estadual Carlos Botelho

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Seguindo na busca por lugares eco-interessantes no sudeste brasileiro ainda não descobertos pelas grandes multidões, compartilho com vocês mais um achado, dessa vez em terras paulistas:  São Miguel Arcanjo!

E bota “eco” nisso! Dos cerca de 1.200 muriquis existentes no Brasil hoje, mais de  800 estão no Parque Estadual Carlos Botelho, um dos mais ricos em vida selvagem do Estado de São Paulo, bem ali no coração de São Miguel. Juntam-se a eles mais de 200 espécies de aves em 37 mil hectares de matas primárias e secundárias em franca regeneração. Paraíso.

Criado em 1981 a partir da unificação de quatro unidades de conservação (Carlos Botelho, Capão Bonito, Travessão e Sete Barras) o parque é a atração mais bacana de São Miguel e hoje é reconhecido oficialmente pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural.

E Como todo bom parque estadual, o Carlos Botelho tem uma área bastante extensa, destinada à proteção de seu ecossistema, cuja finalidade é resguardar seus atributos naturais, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos científicos, educacionais e recreativos. E não é só: o Parque da Onça Parda e a Parque do Zizo são duas RPPNs vizinhas que valem a visita.

São Miguel sempre teve por principal atividade o setor agrícola, especialmente o cultivo de uvas e laranjas, tendo sido referência também na produção de algodão e carvão num passado não tão distante. Parte significativa do Carlos Botelho abrange, inclusive, uma extensa área que abrigava uma carvoaria, podendo ser avistados antigos fornos do início do século passado em algumas  de suas trilhas. Apesar de hoje ostentar o título de “capital da uva itália”, a vocação da cidade vem mudando rapidamente em direção ao ecoturismo. E é isso que fomos conferir!

parque estadual carlos botelho

Visitamos a região no feriado no último feriado da independência (2012) e curtimos demais tudo que conhecemos, a começar pelo povo, muito hospitaleiro e educado. O proprietário da pousada onde ficarmos, Seu Claudinei, muito simpático e atencioso, fez questão de verificar os restaurantes abertos para facilitar nossas refeições e deu todas as dicas para circular na região sem perder muito tempo.

Sua pousada, Villa da Mata, certamente é a melhor escolha da cidade. Possui 12 quartos simples, mas bastante confortáveis, todos equipados com televisores 20″, ventiladores de teto, roupas de cama e móveis novos. Destaque para o chuveiro a gás, excelente, além de um série de medidas ecológicas de economia de água e energia elétrica sem abrir mão do conforto para o hóspede. As diárias custam em média R$100,00 o casal, incluindo um café da manhã honesto e internet wi-fi de boa qualidade. Há ainda um bar que funciona todos os dias no período noturno e uma agradável sala de estar com lareira. Recomendo!

Chegar lá é fácil. Para quem vem de Sampa, basta pegar a Rodovia Castelo Branco até o Km 77 e sair em Sorocaba na direção da SP-75 (vulgo “Castelinho”). Dali, basta seguir placas de Votorantim/Salto de Pirapora/São Miguel Arcanjo, o que te levará a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), que você seguirá até a  saída 102-B (placa de Salto de Pirapora). Dali roda-se pelos 70km mais charmosos e tranquilos da viagem até o trevo da cidade. São pouco mais de 2h (+-200km) no total, o que permite visitas tranquilas de fim de semana e até um bate-e-volta, dependendo da disposição.

A cidade carece, entretanto, de opções gastronômicas. Na sexta-feira, feriado, cansados da estrada e bastante esfomeados depois da visita ao parque, não encontramos nem um único restaurante aberto. O jeito foi saciar a fome na padaria Ja-pão (trocadilho espirituoso, já que o local tem decoração de inspiração nipônica) com um bom X-Egg e alguns refrigerantes. No dia seguinte, entretanto, fomos agraciados com a deliciosa comida caseira do restaurante Vem-Ká, localizado no centro da cidade. Lá a comida é vendida a quilo, bem baratinha e com “aquele” tempero caseiro. Vale a pena!

E vamos ao principal: o parque!

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São Francisco Xavier: cultura e lazer de montanha

Um dos cantos mais bacanas do Sudeste é justamente aqui, nas montanhas da Serra da Mantiqueira entre Minas e Sampa, onde poucos quilômetros separam Gonçalves, Campos do Jordão, Monte Verde, Joanópolis, Extrema, Santo Antônio do Pinhal e outras tantas cidadezinhas charmosas, aconchegantes e ricas em fauna e flora silvestre.

São Chico não é diferente. Como quase todas as vizinhas, foi passagem e pouso de tropeiros que vinham de Minas Gerais comercializar nas regiões mais povoadas do Vale do Paraíba, em especial São José dos Campos e Jacareí. Criado em 1892, o distrito de 322 km² viveu boa parte de sua história exclusivamente da agropecuária, mas desde 1992 sua vocação ecoturística cresceu, especialmente por conta de uma lei municipal que transformou mais da metade da cidade em área de preservação ambiental, impondo severas restrições ao desmatamento e a novas construções. São Chico hoje também é uma APA Estadual pela Lei n° 11.262 de 08/11/2002 e é a área verde mais significativa do Município de São José dos Campos.

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Lugares bacanas em São Paulo (5) Pizzaria Prestissimo

Antes do prato principal, cabe um esclarecimento. Quando iniciei essa série sobre lugares bacanas em Sampa City, “pizza” foi o primeiro tema que me veio a mente. Isso porque para mim a pizza foi, é e vai continuar sendo por toda a eternidade o maior atrativo da capital paulista! Por que até agora não veio o texto? Porque simplesmente não consigo encaixar num Top5 – como o dos hamburgueres – os meus restaurantes preferidos, muito menos eleger o meu xodó como fiz com as padarias aqui. Então lá vai um aviso: A Prestissimo não é a minha pizzaria preferida, mas como demorei demais para falar sobre o assunto, vai esse aqui sobre ela mesmo porque ainda estou com a minha Santo Antonio no estômago (e na cabeça). Vamos ao crime.

Fachada via site oficial

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Lugares bacanas em São Paulo (4) TEMPLO ZULAI

Templo Zulai

O Templo Zu Lai é um belíssimo mosteiro budista com sede na cidade de Cotia-SP, distante a apenas 37km da capital paulista. Cada visita ao local é única, especialmente se você der sorte e pegar uma evento como a Festa do Ano Novo Chinês ou um Retiro de Meditação. Ok, no meu caso eu planejei mesmo ir durante a celebração, mas garanto que com ou sem festa a visita vale a pena. Muito!

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