Guia Mão de Vaca : Campos do Jordão – SP

Atualizado em 24/06/2017

Não, não é impossível. Campos também existe para quem não vai de Harley Davidson!

Para o mochileiro que prefere belezas naturais aos shopping centers, sempre haverá espaço para curtir o que as cidades da Mantiqueira nos reservam de melhor: cenários maravilhosos de muito verde e caminhadas agradáveis em meio a fauna e flora exuberantes. Campos é muito mais que badalação, refeições de três dígitos e carros importados.

De bom e barato, Campos do Jordão se destaca na paisagem. A primeira coisa a fazer é parar no Portal de Entrada da cidade e pegar o guia atual. É muito melhor que ficar procurando mapas na internet, gastando papel para imprimir roteiros ou fazer anotações que você vai perder. Todo ano um novo guia é editado, às vésperas do festival de inverno, de forma que você sempre terá informações atualizadas e um bom mapa em mãos, com dicas de restaurantes recém-inaugurados e informações atualizadas dos passeios. 

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Não conta lá em casa!

nao conta

Há tempos eu não topava com um programa tão bacana na televisão. Residente no Multishow, a série é sobre quatro caras que cuja missão é mochilar para zonas de conflito registrando suas impressões em vídeo. O objetivo, segundo eles mesmos, é revelar um outro lado de países que se encontram em situações extremas, desmistificando a visão midiática da questão e  apresentando o ponto de vista dos moradores. Imperdível.

Se você se interessou, dê uma passada no blog do Russo, um dos caras que ajudou o grupo a organizar uma trip para a região do Cáucaso (Daguestão, Chechênia, Ossétia do Norte, Ossétia do Sul e Abkházia, região da extinta União Soviética). Lá o cara hospeda vídeos de boa parte da quarta temporada da série e segundo ele “foi mais uma daquelas viagens que muita gente pagaria para não ter que fazer, mas os caras enfrentam isso para mostrar que existe vida além daquilo que a gente vê no noticiário internacional”. Há algum material extra sobre a série também.  

Na minha opinião, aquela temporada foi a mais interessante. O programa visitou uma Missão de Ajuda Humanitária do Tsunami no Japão, exploraram o Haiti (triste!), a polêmica Cuba (nós também já fomos! veja aqui) , o já citado perrengue no cáucaso com direito a atentados terroristas, KGB e  picos interessantes em Moscou) e finalizaram com um episódio especial sobre Hiroshima, mostrando como os japoneses reagiram na época, como encaram hoje em dia o episódio e todos os museus e monumentos relacionados.

A atual sétima temporada está rolando e você pode conferir as reprises no horário oficial do programa: quartas às 22h (horário do inédito) e reprises às quintas  14:30, sábados 3:30, domingos 8:00, segunda 14:00, terça 1:30 e quarta 6:00.

Visitem também: Site Oficial

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Viajar e voluntariar

Boa dica do Catraca Livre para aproveitar o período de férias para viajar e ao mesmo tempo realizar trabalhos voluntários em qualquer lugar do mundo

“Encerra-se o ano letivo e os estudantes têm aproximadamente dois meses para renovar as energias e refletir sobre o próximo ciclo a ser iniciado. Nesse mesmo período, as opções são diversas. Pode-se viajar e conhecer outras culturas, buscar um novo empregoparticipar de cursos de férias para ampliar o currículo ou optar por ajudar aqueles que necessitam de apoio e, provavelmente, não terão as mesmas opções citadas anteriormente. Ao final do 10º “Ano Internacional do Voluntariado” – instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) – o que não faltam são oportunidades de aplicar os conhecimentos adquiridos na universidade de maneira empírica e com profunda relevância social.

Os sites Voluntarios e Voluntariado são bons exemplos de portais que auxiliam na busca por entidades que precisam de apoio. Ambos permitem que o usuário busque por instituições que estão próximas de sua moradia e ajudam a identificar o perfil do futuro voluntário, além da área em que se pretende atuar. Com as informações devidamente preenchidas, os sites trazem como resultado os endereços, contatos e a pessoa que se responsabiliza pela entidade.

Para os que pretendem sair do país em viagem, um outro portal reúne opções de trabalho voluntário em diferentes regiões do globo. A CI (Central de Intercâmbio)  reservou uma seção de sua página para serviços em países como Índia, Namíbia e Peru. Os interessados podem escolher se querem atuar em organizações voltadas para a preservação do meio ambiente, cuidados com animais abandonados e crianças com deficiência física ou mental. Em geral, os projetos duram de 2 a 12 semanas e o site apresenta diferentes preços para cada pacote de viagem.

Se a busca é por uma chance de unir responsabilidade social com empatia e profissionalismo, o trabalho voluntário surge como uma boa opção para o período de férias.”

* Fonte e texto original aqui, Feliz Natal e um 2012 de muitas mochiladas a todos!
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Mochileiro gonzo

No começo da segunda metade da década de 60, em pleno auge das novas liberdades editoriais de que gozava o New Journalism na imprensa norte-americana, surge uma interpretação extremada dos seus princípios sob a forma de um jornalista free-lancer do Kentucky, chamado Hunter S. Thompson. Criador e principal representante de uma modalidade de jornalismo literário denominada Gonzo Journalism, Thompson propôs a transposição da barreira essencial que separa o jornalismo da ficção: o compromisso com a verdade. Também chamado de jornalismo fora-da-lei, jornalismo alternativo e cubismo literário, o gênero inventado por Thompson tem sua força baseada na desobediência de padrões e no desrespeito de normas estabelecidas, além da insistência em quatro grandes temas: sexo, drogas, esporte e política. (Rodrigo Alvares, daqui)

Pois é. Ninguém, reforço, ninguém é mais gonzo no Brasil que Arthur Veríssimo. Jornalista, apresentador de tv, autor de livros e dvds, mochileiro profissional e louco, um apaixonado pela vida e pela narração da vida. Vida real, relatada visceralmente. Recomendo uma passadinha no seu blog no site da já mítica e sobrevivente Revista Trip, que apesar de ter poucos e curtos posts, dá uma idéia da linha hipnótica que o cara segue na revista.

Tem posts lá que têm a graça de arrancar o verniz da tua vida. Meus preferidos: ativismo de verdade em Direto do front, filosofia de vida no Kaialash em Na Montanha Sagrada e  uma inusitada partida de futebol com chollas na Bolívia em Que Bonito É.

E já que você vai lá, aproveite e confira uma entrevista muito bacana com Thomas Kohnstamm, outro gonzo consagrado que conta como é a vida (pessoal e profissional) de um escritor de guias de viagem. Coisa rápida, mas vai desconstruir a imagem mental que muita gente criou da profissão…

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Titicaca

Segue belíssimo texto da coluna Outro Olhar sobre aquela imensidão azul que me dava tanta saudade da minha terra quando estava lá… e que hoje me dá tanta saudade de lá quanto estou aqui. Curiosamente, me deparei com esses escritos exatos quatro anos após a viagem. Espero que apreciem tanto quanto eu!
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Titicaca, uma viagem

O shamã (“paq’o”) levantava até os olhos as pequenas folhas de coca, murmurando e invocando em quéchua os pedidos de proteção, e colocava as três folhas oferecidas no pequeno monte aos seus pés, em meio a sebo e lã de ovelha, milho, flores. A cerimônia já durava duas horas, sempre regada a goles de álcool puro e chicha, na invocação dos “apus” (espíritos das montanhas), de Pachamama (a deusa, a mãe terra), entremeando cada chamado com o sinal da cruz. Um sincretismo ligado à pura sobrevivência, na tentativa de manter o credo antigo e não ofender o Deus dos invasores espanhóis.
Então, abrindo um pequeno espaço no círculo de oferendas e apanhando um punhado de folhas de coca do monte ofertado, o shamã passou a deixar que as folhas caíssem de sua mão, como uma chuva verde que ia se depositando, formando posições, desenhos observados com atenção e murmúrios. E os presságios vieram. Respostas cifradas às perguntas que atormentam. Presente, futuro, felicidade, vida. Ao lado, um dos últimos dos grandes tecelões do Titicaca interpretava as palavras desconexas, que borbulhavam da boca aberta, rasgada, do rosto febril do curandeiro em transe.
Lá fora, a noite de lua lançava sua luz sobre o lago de pequenas ondas, que transmitiam um movimento de calma, equilíbrio, e se perdiam ao sul, onde os nevados da distante Bolívia mostravam seus cumes brancos. Na pequena casa de adobe construída em mutirão pelos amigos do tecelão, portas e janelas fechadas, apenas as pequenas velas de sebo de ovelha resplandeciam e faziam as sombras se moverem a cada movimento do shamã. Silêncio. Às escondidas. Como no passado. Fugindo da nova fé imposta, renovando as noites imemoriais de um povo, mantendo viva sua ligação com os deuses e povos antigos, já retornados à mãe terra.
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Consumir menos para viajar mais

Hoje pela manhã tive a oportunidade de ler um excelente artigo do Conrado Navarro sobre inteligência financeira que explorava alguns conceitos interessantes, perfeitamente aplicáveis ao tema deste blog. Navarro comentava de uma conversa com Reinaldo Domingos (autor dos festejados  “Terapia Financeira” e “O Menino do Dinheiro”) sobre dicas de como se pode viver melhor, durante mais tempo e com mais dinheiro. Sim, mais tempo e mais dinheiro significam mais viagens. O foco do artigo não era esse, mas alguns conceitos são universais e podem ser aplicados ao planejamento de viagem, motivo pelo qual vou compartilhá-los com vocês.

Hoje em dia planejamento financeiro e investimento para o futuro são obrigatórios, então por que não aproveitar a mesma disposição para planejar melhor suas viagens? Em termos práticos, não adianta culpar o momento de crise pela dificuldade em investir uma parte de sua grana. O fato é que a crise afeta a todos, mas com um objetivo claro e definido é possível. É sempre possível.

O artigo menciona que em geral os brasileiros “sonham pouco e almejam menos ainda”, com muitos vivendo uma vida aparentemente saudável e completa, mas incoerente com sua realidade financeira e incapaz de sustentar seu padrão de vida. Isso se traduz também na vida mochileira. Se o objetivo é fazer uma viagem internacional importante – sonho de muita gente – obter recursos financeiros para tanto é absolutamente factível para quem tem ao menos um emprego fixo.

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