Reveillon Mineiro, Dia 03: Ouro Preto, Mariana e Mina da Passagem

IMG_4761s

A viagem noturna foi tranquila. Do Inhotim a Ouro Preto levamos cerca de 2,5 horas, com trânsito mais pesado apenas nos 13km que ligam o Instituto até Brumadinho e em alguns poucos trechos da BR-356 onde havia alguma concentração de caminhões. Muito tranquilo de se fazer, mesmo à noite, desde que em velocidade compatível com a via e sem pressa. No caminho, fizemos uma boquinha no Sabor Smoke, localizado no Km 55.5, região de Itabirito. Um pão de queijo com lingüiça espetacular e uma coca bem gelada nos deram uma boa animada para seguir em frente!

Chegamos à Pousada Geraes por volta das 21h, um tanto cansados da pernada diurna. Muito bem recepcionados, pudemos escolher os quartos que mais nos agradaram, pois o local estava vazio (os dias entre o Natal e o Reveillon são muito tranquilos na região!). A pousada fica bem próxima da entrada da cidade, o que é bom porque fica numa área bem silenciosa e tranquila, com uma boa vista do centro histórico (a foto acima é da janela de um dos quartos) mas provavelmente há quem não goste da localização, que obriga os hóspedes a descerem de carro para o centro. Os quartos são simples, mas bem limpos e confortáveiscom frigobar e TV. O único ponto negativo, certamente , é o estacionamento: entrada apertada, no trecho mais inclinado da ladeira, que dá um bom trabalho para encaixar um carro grande como a Dobló em que estávamos. Para evitar a fadiga, optamos por deixar o carro na rua todos os dias e não houve qualquer problema.

Logo na primeira noite, acertamos em cheio no boteco: bar do Hotel Toffolo. Comida espetacular e atendimento nota dez num local que é referência histórico-cultural da cidade e ponto de encontro mais do que obrigatório na vida noturna de Ouro Preto. Se voltar a cidade algum dia, quero ficar hospedado ali.

Ao amanhecer do terceiro dia, tomamos um café longo e gostoso na pousada, sem muita pressa, porém bastante ansiosos por um dos lugares que tínhamos mais vontade de conhecer: a Mina da Passagem! E justiça seja feita: foi o post da Silvia do Matraqueando que me animou a conhecer o local. Agradeço imensamente.

Mina da Passagem: Ouro Preto - Mariana

Um dos passeios mais interessantes de quem vai a região de Ouro Preto e Mariana é visitar essa antiga mina de ouro, a maior aberta à visitação do mundo. Explorada desde 1819, está muito bem conservada e ainda possui parte do maquinário antigo, que ajudou a retirar mais de 35 toneladas de ouro do local.  Com temperaturas de 17º C a 20º C em seu interior, os amplos salões impressionam, especialmente o último da visitação, que possui um lago de água cristalina (e gelada).

Continue lendo “Reveillon Mineiro, Dia 03: Ouro Preto, Mariana e Mina da Passagem”

Share

Roadtrip pelo Nordeste: São Miguel do Gostoso, Maracajaú, Tamandaré (Carneiros) e São Miguel dos Milagres (Patacho)

Imagem
Entardecer em Macajaraú-RN

Missão cumprida! Acabo de voltar de uma fantástica roadtrip  entre Rio Grande do Norte, Paraíba (só de passagem), Pernambuco e Alagoas. Foram oito inesquecíveis dias rodando pelas estradas nordestinas com o objetivo de cobrir todos os filés dos vilarejos mais afastados e suas melhores praias, além de um teco da boa gastronomia das capitais.

Infelizmente, a viagem original de quinze dias teve de ser cortada pela metade, obrigando o grupo a excluir João Pessoa e mais alguns locais, que ficaram para outra vez. Mas o clima, a época e as belezas de região colaboraram demais e tudo saiu perfeito. Segue o relato com preços e informações atualizadas até abril/2012, em geral referindo-se a um casal, exceto quando indicado.

  • DIA 01 – Sampa – Recife-PE

Vôo promocional da GOL ida-e-volta por $245 comprado com 03 meses de antecedência. Tive que remarcar a volta, o que me custou uma passagem adicional de $299 (vôo noturno) e mais $90 de taxa de “no-show”. Explico: como a promo era de ´volta por um real´, não tive reembolso algum da volta e não pude remarcar a viagem, pois a Gol não o permite para passagens promocionais. Aí tive que comprar uma passagem adicional (sorte que achei um vôo noturno mais barato) e ainda pagar a taxa por não ter aparecido na volta. Portanto, aprende aí, se rola uma chance alta de você ter que remarcar alguma coisa, pense bem e informe-se antes de comprar uma passagem promocional. No meu caso, não havia alternativa. (mais sobre passagens aéreas e descontos aqui)

Bem, a chegada em Recife se deu com a habitual gritaria de táxis alternativos, locadoras de carros e empresas que organizam passeios, já no saguão de desembarque do bonito Aeroporto dos Guararapes. Nós já tínhamos escolhido com antecedência a Locadora Comfort que nos arranjou um Prisma 1.4 zerinho por $79 a diária. De todas as locadoras regionais (veja aqui um bom guia com todas elas) era a que aliava locação mais barata com um bom seguro contra acidentes e terceiros, bem como tinha loja física e um atendimento atencioso. Recomendo ligar direto para o Sr. Anderson, proprietário, nos tels 81-9221.3932, 9788-0077 ou 8577-7352 e tratar diretamente. As locadoras nacionais (Localiza, Movida, Hertz etc.) cobravam simplesmente o dobro. Optamos pelo Prisma para ter espaço de sobra para as malas e fazer uma trip confortável.

De lá formos direto a casa de amigos no simpático Bairro de Boa Viagem, onde passamos a tarde e a noite. Para quem precisa de hospedagem, amigos já ficaram no Albergue Piratas do Sol e gostaram. Para comer em Boa Viagem não há muitas opções baratas, então se quiser/puder experimentar um restaurante mais bacana, visite o famoso Paraxaxá que é por quilo e vale a visita.

  • Dia 02 – Recife/PE – Maracajaú/RN – Visita aos Parrachos

Acordamos bem cedo, nos despedimos do pessoal e partimos direto a Maracajaú-RN. São 347 km em boas condições da BR-101 (exceto o trecho inicial a partir da capital pernambucana) que fizemos em cerca de 5 horas de viagem. A estrada é linda e razoavelmente segura se feita de dia, uma delícia de dirigir. Só recomendo atenção na gasolina (há poucos postos de boas bandeiras) e com os poucos lugares para comer, porém nada que pequenos lanches e provisões compradas em lojas de conveniência ao longo do trecho não resolvam.

Chegando ao ridiculamente pequeno povoado de pescadores, cumprimentamos nosso anfitrião e fomos direto contratar o passeio aos parrachos. Parrachos são recifes de corais, que em Maracajaú ficam a 7km da costa, que na maré baixa formam várias piscinas naturais de águas quentes e límpidas, passeio absolutamente imperdível e certamente um dos melhores do Estado. Escolhemos este porque além de ser muito bem recomendado no Mochileiros, já tivemos conhecidos por lá que mochilaram toda a Costa dos Corais e disseram que lá era o mais tranquilo. E com razão, já que achamos tão bonito por ali quanto nos mesmos passeios em Pernambuco (recifes) e em Alagoas (galés). Todos os nomes significam a mesma coisa: piscinais naturais formadas ao redor de formações de corais. Depois de muito pechinchar, escolhemos o passeio na agência que fica no Esquina Praia Restaurante, de propriedade do Júnior e da Rosineide. Ligue lá: 84-9618-1355, 3261-6213 3 9971-5811. O preço normal é $75 pp, mas na baixa temporada nos cobraram $55. Caso queira fazer com cilindro e batismo, fica $95 (ficamos no snorkel mesmo, já incluído). Ao contrário do que ocorre em Alagoas e Pernambuco, os passeios aqui são feitos em jangadas motorizadas ou pequenos barcos, com muito menos gente, sem música ambiente. Só você, os locais e a natureza.Se você prefere algo mais agitado e curte uma cabeçada na areia e na água, escolha outro lugar.

Imagem
Parrachos – Maracajaú

No vilarejo há duas opções para comer à noite, quando os quiosques ficam fechados (na alta alguns deles ficam abertos à noite também): Tereza Pança ($40 o peixe grelhado com pirão – normalmente Cavalinha, $25 a porção de camarão, incríveis $4,50 a caipirinha e $2,50 os sucos naturais; e Ponto de Encontro (mais simples, com preços ligeiramente menores, pratos maiores e ambiente mais simples). No Ponto, comi um ótimo abadejo na chapa com fritas (meio oleoso demais), com bom purê de batata, arroz e salada fartos a R$39, que serve três pessoas. Bebidas com preços similares ao Teresa, da simpática Michaela.

Continue lendo “Roadtrip pelo Nordeste: São Miguel do Gostoso, Maracajaú, Tamandaré (Carneiros) e São Miguel dos Milagres (Patacho)”

Share

São Francisco Xavier: cultura e lazer de montanha

Um dos cantos mais bacanas do Sudeste é justamente aqui, nas montanhas da Serra da Mantiqueira entre Minas e Sampa, onde poucos quilômetros separam Gonçalves, Campos do Jordão, Monte Verde, Joanópolis, Extrema, Santo Antônio do Pinhal e outras tantas cidadezinhas charmosas, aconchegantes e ricas em fauna e flora silvestre.

São Chico não é diferente. Como quase todas as vizinhas, foi passagem e pouso de tropeiros que vinham de Minas Gerais comercializar nas regiões mais povoadas do Vale do Paraíba, em especial São José dos Campos e Jacareí. Criado em 1892, o distrito de 322 km² viveu boa parte de sua história exclusivamente da agropecuária, mas desde 1992 sua vocação ecoturística cresceu, especialmente por conta de uma lei municipal que transformou mais da metade da cidade em área de preservação ambiental, impondo severas restrições ao desmatamento e a novas construções. São Chico hoje também é uma APA Estadual pela Lei n° 11.262 de 08/11/2002 e é a área verde mais significativa do Município de São José dos Campos.

Continue lendo “São Francisco Xavier: cultura e lazer de montanha”

Share

Lugares bacanas em São Paulo (5) Pizzaria Prestissimo

Antes do prato principal, cabe um esclarecimento. Quando iniciei essa série sobre lugares bacanas em Sampa City, “pizza” foi o primeiro tema que me veio a mente. Isso porque para mim a pizza foi, é e vai continuar sendo por toda a eternidade o maior atrativo da capital paulista! Por que até agora não veio o texto? Porque simplesmente não consigo encaixar num Top5 – como o dos hamburgueres – os meus restaurantes preferidos, muito menos eleger o meu xodó como fiz com as padarias aqui. Então lá vai um aviso: A Prestissimo não é a minha pizzaria preferida, mas como demorei demais para falar sobre o assunto, vai esse aqui sobre ela mesmo porque ainda estou com a minha Santo Antonio no estômago (e na cabeça). Vamos ao crime.

Fachada via site oficial

Continue lendo “Lugares bacanas em São Paulo (5) Pizzaria Prestissimo”

Share

Lugares bacanas em São Paulo (4) TEMPLO ZULAI

Templo Zulai

O Templo Zu Lai é um belíssimo mosteiro budista com sede na cidade de Cotia-SP, distante a apenas 37km da capital paulista. Cada visita ao local é única, especialmente se você der sorte e pegar uma evento como a Festa do Ano Novo Chinês ou um Retiro de Meditação. Ok, no meu caso eu planejei mesmo ir durante a celebração, mas garanto que com ou sem festa a visita vale a pena. Muito!

Continue lendo “Lugares bacanas em São Paulo (4) TEMPLO ZULAI”

Share

Gonçalves – MG : trilhar muito, comer bem e gastar pouco

ATUALIZADO EM JANEIRO/2014

Povo Varonil, matas floridas
Fontes e cascatas de belezas mil
O teu céu tem mais estrelas
És mineira És Brasil

Esses aí são os versos que antecedem o estribilho do hino de um dos lugares mais bonitos, românticos e agradáveis das Minas Gerais. Diferentemente das cidadezinhas mais conhecidas do sul de Minas, não há grandes lendas locais, tampouco centros históricos para visitar. Em Gonçalves, o lance é mais direto.

A história é simples. Começa em 1878, na vizinha Itapira, onde um político de nome Policarpo Júnior,  fundador do Partido Liberal de Pouso Alegre, cumpriu uma promessa feita a Nossa Senhora das Dores doando seis alqueires de terra de uma fazenda na divisa entre Minas e São Paulo, para construção de uma capela de sapé e taipa. Residiam no local três colonos matreiros de nome Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves e Antônio… Gonçalves.  Os três deram início ao povoado que cresceu lentamente até a Revolução de 1932, quando serviu de entreposto para movimentação de tropas rebeldes e daí pra frente só cresceu. Há, inclusive, um modesto museu aberto ao público em geral, dentro da Pousada do Quilombo, que conta com instrumentos, equipamentos e recortes de jornal da época.

Hoje, Gonçalves vive do turismo ecológico e da terra. Tem IDH abaixo da média nacional, mas seu crescimento é 50% maior que a média mineira e brasileira. Pousadas, restaurantes, pequenos hotéis, ateliés e pequenos produtores de especiarias, geléias, doces e agropecuária vem surgindo com força na região. Se você for pra lá, esqueça turismo de artesanato, religioso ou histórico: Gonçalves é pura mata e comida mineira.

Continue lendo “Gonçalves – MG : trilhar muito, comer bem e gastar pouco”

Share

Lugares Bacanas em São Paulo (3) Top5 Melhores Hamburguerias Paulistanas

Hamburguer. Uow. Post polêmico.

tasty

Apresento, meus amigos, meu Top5 Melhores Hamburguerias Paulistanas. Levei em conta o sabor dos lanches, seu tamanho, o custo-benefício (existe isso mesmo?), localização e claro… meu gosto pessoal. Nada contra Hitz, TGI Friday´s, Milk&Mellow,  America, General Prime, Outback (ah, aquelas onion rings…), Rockets, St Louis e tantos outros, mas é fato que a gente sempre tem uma quedinha especial por lugares que nos fazem sentir bem e que fazem bem pro nosso bolso. Então, bora lá:

5. Frevo

Sim, sim, sim, nada de engolidores de notas de cem reais! O Frevinho te dá mais por menos e pode ser até uma opção corriqueira, caso você seja habitué da região. A filial da Rua Augusta é tão charmosa quanto a matriz da Oscar Freire, porém com o atrativo de estar mais bem localizada (do lado de cinemas, livrarias, cafés, bares e baladas) e ser bem menos badalada. A marca é tradicional – remonta a 1956 – e mantém o estilinho retrô-aconchegante e rústico da época. Pense num lugar onde as fritas são sequinhas, custam sete mangos e parecem feitas em casa. Pense num lugar em que a porção de maionese custa duas pilas, tem um tempero único e vem muito bem servida. Pense num cheeseburguer com maionese que custa uma nota de dez mas vem com um dos melhores pães da cidade, tem carne com sabor de carne, tempero marcante e queijo caindo pelos lados. Pense num cheeseburguer com as cebolas fritas mais saborosas, mais cebolas e mais fritas de todos os tempos. Pense em garçons com cara de que vão se aposentar ali, de sorriso no rosto e com aquele estilo de netinho-senta-aqui-que-vou-te-contar-uma-história. O Frevo é bom, barato, simpático, tranquilo e delicioso. Site oficial aqui.

4. Lanchonete da Cidade

São Paulo já tem três, mas a única, original e verdadeiramente boa é a unidade dos Jardins que fica na Alameda Tietê. Receitas originais, ingredientes de primeiríssima qualidade, jeitão dos anos 60 (meio modernista, meio brega) e um lanche ícone: chamado de Bombom, o sanduba é um petardo de 220 gramas de carne coberto com molho de tomate fresco digno de cantina italiana, servido num pão francês todo estiloso que só tem lá. Você pode escolher o complemento que quiser para o lanche, mas não pode esquecer da famosa batata rústica (batata binge cozida inteira, na casca, com sal e alecrim, frita na óleo e servida com dentes de alho cozidos em azeite). É um troço, assim, indescritível. Pena que para acompanhar você não vai poder pedir aqueeeela Coca, pois é mais um daqueles lugares que “só tem Pepsi, senhor”. Não importa, vale experimentar o muito bem tirado chopp Brahma e as opções exclusivas dos caras, especialmente o Tropicália (lanche padrão, coberto com generosas fatias de linguiça picante chapeada, molho de tomate acebolado, queijo fundido e maionese), o Moóca (hamburguer à milanesa, com mussa de búfala, rúcula, tomate, beringela, abobrinha grelhada e manjericão) ou o famoso Amarelinho (um zoiudo frito na manteiga aviação, queijo artesanal, tomate caqui apimentado e orégano). ?

3. Chico-Hamburguer

Esse aqui é um caso sério. Tradicionalíssimo, datado de 1963 (que época pra baixa gastronomia paulistana, hein?) porém completamente reformulado, visual e gastronomicamente falando. Gerou muita polêmica quando o reformou o ambiente e o cardápio, modernizando a decoração e fazendo uma limpa nas opções de lanches, restando hoje apenas três dos originais. O caso é que não tem mais cara de lanchonete clássica, mas em contra-partida tem atendimento eficientíssimo: dificilmente se espera mais que dez minutos pelo lanche, mesmo num sábado à noite. Preço justo, ótimas e bem servidas fritas ($10), excelentes onion rings ($13),  maionese de ervas ou hortelã (extra por R$4) e a melhor parte: os caras tem um jeito único de fazer hamburguer, que o torna mais suculento e tasty que a maioria. Um senhor concorrente para os figurões que custam o dobro por aí, especialmente o cheese-picanha ($15!) que dá salada, cebola frita, mussa e maionese, com opção extra do catupiry mais cremoso de que você já ouviu falar. Ah sim, fica ali na Av. Ibirapuera, bem fácil de achar, e de estacionar – basta deixar o carro nas ruas residenciais que ficam bem atrás. Opção boa, barata e bacana. Verifique.

2. Joakins

Esse não vai te decepcionar. Ao contrário dos demais, é sempre Top5 em qualquer lista por aí e não é à toa: localizado no coração do Itaim Bibi desde 1966 (que década foi essa!), lotado a qualquer hora do dia e da noite, estacionamento com manobrista cortesia, ambiente bem decorado e funcionários atenciosos, rápidos e eficientes. Tá, mas e o hamburguer? Carne gostosa, muito bem servido, temperadíssimo e com diversas opções de acompanhamentos, que vão de cebola (crua, frita ou ambas) a creme de milho. Bom cheddar, catupiry ok, ótimo bacon e um senhor milk-shake. Aliás, o milk-shake: há quem diga que o do Milk&Mellow é melhor, mas a escolha é certamente difícil (também pudera, custa 20 mangos e se você pedir pra dividir em dois copos os caras cobram 10% a mais!). O chopp é tão bem tirado quanto na Lanchonete da Cidade, os refrigerantes e sobremesas têm preços um pouco mais acessíveis que os dos lanches, mas elas são bem simples (exceção feita ao petit gateau, muito bom) e os refris nem sempre vem ao gosto do freguês (pede com limão, vem sem; pede sem gelo, vem com um monte). Vale a pena? Cada centavo. Detalhe: se você sempre ouviu seus amigos dizerem que a maionese de lá é imbatível, é porque eles não conhecem a do primeiro colocado do ranking. Chegue cedo (lotaaaado) e divirta-se.

1. A Chapa

Para simplificar, basta dizer que lá está a melhor maionese do mundo. Sim, a melhor maionese do mundo. A mesma receita desde 1967 (hauuhauhauha, parece brincadeira) e até hoje ninguém conseguiu repetir o feito dos caras. Não é só, o ambiente da filial que eu frequento (Al. Santos) é o mesmo desde 1998: clean, limpo, com televisões sempre ligadas nos jogos de futebol locais e ótimo atendimento. Os lanches são muito saborosos, feitos com cortes especiais da Wessel Culinária & Carnes (conheça o cara aqui) e hambúrgueres especiais de 200g, com 50% menos gordura que os comuns, mas tão saborosos quanto. Lá você também encontra pratos rápidos, sanduíches no pão Ciabata, ração veggie,  lanches à base de frango requintadíssimos e um tal de Danger Max Dog, que é um dogão mexicano com bacon e maionese absolutamente incomparável. Batatas country wedges,  onion straws (em vez de rings, as cebolas são servidas em palitos crocantes, com tempero picante), café Suplicy no ponto certo, Mostarda French’s e catchup Heinz a vontade, além da possibilidade de parar na rua, em frente, sem precisar gastar com estacionamento ou preocupar-se com manobristas. Com média de preço situada entre o Joakins e o Chico Hamburguer, esta é a sempre a minha primeira escolha em terras bandeirantes.  Saiba mais no site dos caras.

Share