Cuba para Mochileiros

Um guia para explorar Cuba de mochila

Como já é de praxe, após a introdução, optei por separar o relato com dicas de roteiro do guia com as informações relevantes sobre o destino. Dessa forma acho que fica mais fácil para cada público localizar exatamente a informação que precisa, sem precisar escavar mais textos que o necessário.

Como falo aqui de um sonho de garoto, aviso ao leitor que o texto é longo, as dicas são várias e simplesmente não pude evitar o exercício da opinião quanto às inquietações que a vida em Cuba me despertaram. Não posso negar que além de visitar as belas praias e curtir a história do lugar, boa parte de meu desejo de mochilar onde Che e Fidel construíram a Revolução era investigar por conta própria como é viver uma vida diferente no país mais interessante do mundo. Para poupá-lo, leitor, de paixões repentinas e palpitações angustiantes, optei por deixar a política de lado.

A seguir, portanto, os dados objetivos que pude coletar pessoalmente. Desejo sinceramente que sejam úteis para tranquilizar corações inquietos que ainda não decidiram se vale a pena conhecer um destino tão peculiar.

O que esperar de Cuba?

Para além dos motivos que citei no post anterior, resumiria Cuba numa única palavra: experiência. É um destino mochileiro por excelência.

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Vá para Cuba!

Alguns motivos suficientes para que você deixe de lado ideias pré-concebidas e parta para o mochilão mais intenso das Américas

Se você é brasileiro, certamente já ouviu algumas vezes a expressão, provavelmente num contexto não amigável. Eu mesmo exitei bastante para começar a escrever esse texto, levei meses para começar, mas o sentimento de que não poderia guardar apenas para mim as experiências que vivi naquele país me trouxe até aqui. Vamos em frente.

Cuba é tão incrível e surpreendente, que eu já perdi as contas de quantas histórias relatei a amigos, colegas e conhecidos do que vivi naquela ilha. Asseguro-te, caro leitor, que minha experiência ali foi tão intensa que dificilmente conseguirei amenizar nas tintas aquilo que emana do coração. Te digo para seguir em frente sem cautela e sem moderação. A única regra é despir-se de preconceitos. A única recomendação é abrir sua mente.

Procura motivos?

Arquitetura peculiar em Havana
Arquitetura peculiar em Havana

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Dicas para o Mochileiro em Ushuaia

Atualizado em 28/04/2017

Visitar o fim do mundo sem gastar muito é uma tarefa complicada, mas não impossível. Como falei no relatei no post anterior – Mochilão, Neve e Natureza em Ushuaia, comprei minha passagem pela Aerolineas Argentinas porque era a única que oferecia Ushuaia na opção “múltiplos destinos”. Esta é a primeira dica: se você não pretende visitar Buenos Aires nessa viagem, compre os trechos São Paulo – Buenos Aires – Ushuaia nesse formato, pois sairá bem mais barato do que comprar os trechos separados. Tentei também Avianca, Tam e Gol, mas em qualquer opção ficava bem mais caro. Se você optar por ir na baixa temporada (abril/maio ou setembro/outubro) também pode se arriscar e comprar apenas o trecho que vai para a capital. Deixar para comprar a passagem para o fim do mundo por lá pode sair mais barato. Na alta, nem pensar.

E por falar em temporada, mesmo que seja primavera ou outono no hemisfério sul, como a cidade é a mais austral do mundo, a neve é garantida, especialmente nos locais mais altos como os cerros. Portanto, prepare-se para eventuais atrasos por conta de mau tempo. Também por conta do clima, vale a dica: Ushuaia reúne lagos, montanhas, cachoeiras, picos, florestas, geleiras, rios e ainda por cima está localizada numa baía. Atividades não faltarão, portanto, vale a pena pesquisar bem o que se quer fazer para chegar já com um itinerário na cabeça.

Parque Nacional Tierra del Fuego 4

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Ilha de Páscoa para Mochileiros: Tudo que você precisa saber sobre os Moais

moais

Apesar de todas as atividades que a ilha proporciona a seus visitantes, o que os milhares de mochileiros vindos dos quatro cantos do mundo querem mesmo ver em Rapa Nui são os moais.  Desde 1722, quando o holandês Jacob Roggeveen ali aportou, essas enigmáticas figuras já fizeram seus primeiros fãs, que indagam até hoje quem, como e para quê foram feitos os monumentos.

Meses antes de viajar a ilha, tive contato com o incrível livro “Colapso”, do ganhador do prêmio Pullitzer Jared Diamond. A história da sociedade organizada e próspera que entrou em colapso em conseqüência da degradação ambiental me deixou maluco para conhecer Rapa Nui e foi minha principal motivação para a viagem. Segundo a teoria de Diamond, um pequeno grupo de colonizadores da Polinésia ali chegou no século X. Trezentos anos depois, o acentuado aumento democráfico e a obsessão pela construção das estátuas de pedra teriam levado à derrubada de toda a mata nativa, resultando em guerras entre as tribos, fome (e canibalismo), súbito declínio populacional e por fim… colapso. Segundo Jared, Páscoa é “o exemplo mais claro de uma sociedade que se autodestruiu ao explorar demais os próprios recursos”.

Suas pesquisas concluíram que em seu auge, a população da ilha chegou a quinze mil indivíduos. Derrubadas todas as árvores, a fauna se foi tempos depois e seguiram-se “fome, declínio da população e canibalismo”. Quando os europeus chegaram, já no século XVIII, encontraram um grupo de menos de quinhentos indivíduos, em condições bastante precarizadas e quase todos os moais tombados ao chão. Suas grandes proporções e o formato inusitado já chamaram a atenção desses exploradores, mas o primeiro a estudá-los seriamente foi o norueguês Thor Heyerdahl, que ali chegou apenas em 1950.

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Ilha de Páscoa para Mochileiros – O Guia Definitivo

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Atualizado em 28/04/2017

Um dos destinos mais misteriosos do mundo, a Isla de Pascua (“Rapa Nui” para os nativos) é uma ilha polinésica localizada na porção sul do Oceano Pacífico,  a cerca de 3 700 km de distância da costa oeste do Chile.

Antes de tudo, cabe esclarecer o termo geográfico “Polinésia”, que abrange um conjunto de ilhas de 298.000 km2 localizadas entre os trópicos. Hawai e Samoa (atualmente sob domínio dos EUA), Tokelau (Nova Zelândia), Marquesas, Tuamotu, Tubuai e Taiti (francesas, daí o termo “polinésia francesa”) são as mais conhecidas, sendo a Ilha de Páscoa (Chile) a porção de terra mais ao leste.

Suas particularidades politicas, culturais e geológicas a tornam única em vários sentidos. Talvez sua característica mais marcante seja o formato triangular, que surgiu a partir de três vulcões atualmente adormecidos que emergiram do mar em épocas bastante distintas.vulcao O mais antigo, ao sul, chama-se Poike e entrou em erupção há cerca de 3 milhões de anos. A “estrela” chama-se Rano Kau, tem 2 milhões de anos de idade e fica no canto oeste da ilha, consistindo uma de suas principais – e mais belas –  atrações vide post específico). Já o caçula, de apenas 200.000 anos bem vividos, chama-se  Terevaka e  fica no lado norte da ilha, sendo atualmente (2013) o único fechado à visitação Todo o triângulo ocupa 170 km², com 510 metros de altitude, sem grandes aclives ou declives, o que torna a ilha facilmente explorável. E por falar nisso, por “facilmente explorável” entenda-se a ilha toda, já que o clima subtropical garante temperaturas agradáveis o ano todo, especialmente em janeiro e fevereiro, cuja média é de 28 °C. No inverno, a mínima julina raramente cai abaixo de 13 °C.

Dos seus quase quatro mil habitantes, cerca de três mil vivem no centro urbano: Hanga Roa. Lá ficam o aeroporto local (Mataveri) , quase todos os hotéis e pousadas, boa parte dos restaurantes e praticamente todos serviços, que incluem Correios, agências de turismo e mergulho, locadoras de veículos, farmácias e mercados. Ao redor, uma infinidade de atrações: estradas off road, a cênica e pacífica praia de Anakena, trilhas de variados níveis de dificuldade, diversas cavernas, centenas de sítios arqueológicos e o Parque Nacional Rapa Nui, onde ficam a aldeia cerimonial de Orongo, um simpático museu e  Rano Raraku – a famosa fábrica de moais.

moais

E por falar neles, vamos ao que interessa!

Investigar essas belas e fascinantes figuras é uma das atividades mais incríveis a que já me propus, ainda que o tenha feito com pouca diligência. Aprendi muito nas conversas com os nativos, no documentário que assisti no voo de ida pela Latam (procure por ele no sistema multimídia das poltronas ou no app de bordo) e nos inúmeros sites sobre o assunto disponíveis na internet . Se quiser saber um pouco mais sobre esses carinhas misteriosos, confira um material bacanudo com links para pesquisa amealhados na época em que preparava a viagem.

Tão interessante quanto os monumentos, é a história dos bravos navegadores do oeste do Pacífico que cruzaram mais de três mil quilômetros pacífico adentro, por volta do ano 1000, para estabelecer uma essa civilização tão intrigante. Os rapa nui construíram em seu auge mais de oitocentas dessas gigantescas estátuas de pedra vulcânica, algumas com mais de 10 metros de altura e pesando até 80 toneladas, cuja história é contada e reverenciada pelos nativos com muito orgulho. A técnica empregada em sua construção, além de suas funções religiosas/esotéricas, foram intensamente debatidos por muito tempo e até hoje geram acaloradas discussões, ainda que boa parte de sua mística já tenha sido debelada por estudiosos famosos como o cientista Carl Sagan, o engenheiro/arqueólogo Pavel Pavel e o biólogo Jared Diamond.

chilebenvenidosDescoberta no domingo de Páscoa de 1722 e posteriormente anexada pelo Chile, a Ilha de Páscoa é provavelmente um dos destinos mais interessantes do ponto de vista histórico e cultural daquele país, um dos mais famosos da América e um dos mais estudados de todo o mundo. Mas não é só: as paisagens são incríveis, a água tem cor e visibilidade fenomenais, o clima é ameno na maior parte do ano e o povo é tão amistoso que mesmo estando no ponto mais isolado do planeta você se sente em casa

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O incrível vulcão Rano Kau da Ilha de Páscoa

Conhecer a Ilha de Páscoa, para mim, foi realizar uma série de sonhos, todos de uma vez: minha primeira incursão no Oceano Pacífico, meu primeiro voo sobre o mar, minha primeira viagem de 4×4 e… minha primeira caminhada a um vulcão.  Sim, um vulcão!

Descoberta curiosa para a maioria dos brasileiros, um vulcão é uma estrutura geológica que surge a partir da emissão de magma, gases e partículas quentes do interior da Terra para a superfície terrestre. Como sabemos, quando em atividade libera um grande volume de cinzas e gases na atmosfera, além da eventual – e lindamente perigosa – lava, tornando seu entorno um lugar “especial” para se viver.

Os vulcões ativos têm sua origem em decorrência dos movimentos de placas litosféricas, podendo entrar em atividade a qualquer momento. Alguns, como os famosos vulcões havaianos, liberam vapor de vez em quando e fazem a festa dos fotógrafos. O mais famoso por lá, Kilauea, expele lava desde que eu nasci. E já faz um tempinho.

Felizmente, um dia eles dormem, tornam-se inativos. Alguns viram paisagem de janela, como o El Misti no Peru, muitos tornam-se parque de esportes radicais e outros tantos se revelam ótimos pontos de mergulho. Nada, entretanto, bate a sensação de se conhecer um vulcão a três mil quilômetros de qualquer outra coisa, no meio do Oceano Pacífico, rodeado de pedras gigantes construídas por civilizações antigas e envolto numa paisagem de tirar o fôlego. Com a devida licença dos moais, esse bonitão aí da foto chama-se Rano Kau e para mim é a verdadeira cereja do bolo da Ilha de Páscoa.

Ranu kau de ladinho

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Guia Mão de Vaca : Campos do Jordão – SP

Atualizado em 28/04/2017

Não, não é impossível. Campos também existe para quem não vai de Harley Davidson!

Para o mochileiro que prefere belezas naturais aos shopping centers, sempre haverá espaço para curtir o que as cidades da Mantiqueira nos reservam de melhor: cenários maravilhosos de muito verde e caminhadas agradáveis em meio a fauna e flora exuberantes. Campos é muito mais que badalação, refeições de três dígitos e carros importados.

De bom e barato, Campos do Jordão se destaca na paisagem. A primeira coisa a fazer é parar no Portal de Entrada da cidade e pegar o guia atual. É muito melhor que ficar procurando mapas na internet, gastando papel para imprimir roteiros ou fazer anotações que você vai perder. Todo ano um novo guia é editado, às vésperas do festival de inverno, de forma que você sempre terá informações atualizadas e um bom mapa em mãos, com dicas de restaurantes recém-inaugurados e informações atualizadas dos passeios. 

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