Guia Mão de Vaca : Campos do Jordão – SP

Atualizado em 24/06/2017

Não, não é impossível. Campos também existe para quem não vai de Harley Davidson!

Para o mochileiro que prefere belezas naturais aos shopping centers, sempre haverá espaço para curtir o que as cidades da Mantiqueira nos reservam de melhor: cenários maravilhosos de muito verde e caminhadas agradáveis em meio a fauna e flora exuberantes. Campos é muito mais que badalação, refeições de três dígitos e carros importados.

De bom e barato, Campos do Jordão se destaca na paisagem. A primeira coisa a fazer é parar no Portal de Entrada da cidade e pegar o guia atual. É muito melhor que ficar procurando mapas na internet, gastando papel para imprimir roteiros ou fazer anotações que você vai perder. Todo ano um novo guia é editado, às vésperas do festival de inverno, de forma que você sempre terá informações atualizadas e um bom mapa em mãos, com dicas de restaurantes recém-inaugurados e informações atualizadas dos passeios. 

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Reveillon Mineiro, Dia 04: Ouro Preto

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Provavelmente esse seria o dia mais desafiador da viagem no quesito “tempo”. Como conhecer uma cidade tão grande, rica e variada com apenas um dia inteiro para apreciá-la? A ideia era fazer da forma mais calma possível, sem stress e correria, porém conhecendo o maior número de atrações.

Dado o traçado tortuoso com ruas apertadas e acidentadas, repletas de impiedosas ladeiras, a melhor e mais tranquila forma de conhecer a cidade, sobretudo o centro histórico, é mesmo a pé. Contratamos um guia na Praça Tiradentes – cobra-se cerca de 60 reais mais o almoço do guia por um dia inteiro de passeio – e partirmos para uma caminhada em meio a uma verdadeira overdose de informações, paisagens, contos e causos sobre a Inconfidência, a época da mineração e o estilo de vida mineiro.

Para nós, a visita já começou por ali mesmo, no Museu da Inconfidência. Muito bacana, com toda informação e relíquias das Minas coloniais que se pode imaginar. O belo edifício renascentista demorou quase 70 anos para ser construído e hoje é o principal ponto turístico da cidade. Já foi Câmara Municipal e Penitenciária Estadual, mas de 1938 pra cá passou por diversos trabalhos de restauração e preparo, tornando-o um moderno e organizado museu, muito gostoso de visitar.

IMG_4846sO trajeto que fizemos acho que pouco importa, já que o montamos de acordo com algumas necessidades particulares que tínhamos: um estava com fome, outro precisava de uma farmácia, outro queria comprar artesanato e por aí vai. Acho que o jeito mais legal de conhecer OP é se jogar nas ladeiras sem pressa, sem obrigações, só para sentir de verdade o lugar. Aquelas ruas apertadas de calçamento rústico e calçadas empoeiradas, repleta de uma arquitetura tão peculiar, me causaram uma sensação parecida com aquela do Gil de Meia Noite em Paris. Fiztgerald, Dali, Hemingway e Picasso aqui são Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Tiradentes. Rola uma sensação de exumação, uma mistura de reminiscências da época de escola com deslumbramento por me impressionar com aquilo tudo como também o fizeram Guignard, Drumond, Vinícius. Ouro Preto é tudo que eu imaginava, mas que não dá para descrever. Passear de dia pela Rua São José é mergulhar na história. Caminhar à noite é entender porque Olavo Bilac escolheu aquele lugar para refugiar-se no passado. Ali todo parnasiano vira barroco, inevitavelmente.  

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Reveillon Mineiro, Dia 03: Ouro Preto, Mariana e Mina da Passagem

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A viagem noturna foi tranquila. Do Inhotim a Ouro Preto levamos cerca de 2,5 horas, com trânsito mais pesado apenas nos 13km que ligam o Instituto até Brumadinho e em alguns poucos trechos da BR-356 onde havia alguma concentração de caminhões. Muito tranquilo de se fazer, mesmo à noite, desde que em velocidade compatível com a via e sem pressa. No caminho, fizemos uma boquinha no Sabor Smoke, localizado no Km 55.5, região de Itabirito. Um pão de queijo com lingüiça espetacular e uma coca bem gelada nos deram uma boa animada para seguir em frente!

Chegamos à Pousada Geraes por volta das 21h, um tanto cansados da pernada diurna. Muito bem recepcionados, pudemos escolher os quartos que mais nos agradaram, pois o local estava vazio (os dias entre o Natal e o Reveillon são muito tranquilos na região!). A pousada fica bem próxima da entrada da cidade, o que é bom porque fica numa área bem silenciosa e tranquila, com uma boa vista do centro histórico (a foto acima é da janela de um dos quartos) mas provavelmente há quem não goste da localização, que obriga os hóspedes a descerem de carro para o centro. Os quartos são simples, mas bem limpos e confortáveiscom frigobar e TV. O único ponto negativo, certamente , é o estacionamento: entrada apertada, no trecho mais inclinado da ladeira, que dá um bom trabalho para encaixar um carro grande como a Dobló em que estávamos. Para evitar a fadiga, optamos por deixar o carro na rua todos os dias e não houve qualquer problema.

Logo na primeira noite, acertamos em cheio no boteco: bar do Hotel Toffolo. Comida espetacular e atendimento nota dez num local que é referência histórico-cultural da cidade e ponto de encontro mais do que obrigatório na vida noturna de Ouro Preto. Se voltar a cidade algum dia, quero ficar hospedado ali.

Ao amanhecer do terceiro dia, tomamos um café longo e gostoso na pousada, sem muita pressa, porém bastante ansiosos por um dos lugares que tínhamos mais vontade de conhecer: a Mina da Passagem! E justiça seja feita: foi o post da Silvia do Matraqueando que me animou a conhecer o local. Agradeço imensamente.

Mina da Passagem: Ouro Preto - Mariana

Um dos passeios mais interessantes de quem vai a região de Ouro Preto e Mariana é visitar essa antiga mina de ouro, a maior aberta à visitação do mundo. Explorada desde 1819, está muito bem conservada e ainda possui parte do maquinário antigo, que ajudou a retirar mais de 35 toneladas de ouro do local.  Com temperaturas de 17º C a 20º C em seu interior, os amplos salões impressionam, especialmente o último da visitação, que possui um lago de água cristalina (e gelada).

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Dicas para sua roadtrip

Manja aquele filme do Spielberg sobre um cidadão incauto que cai na besteira de ultrapassar um psicopata num caminhão e é perseguido – e aterrorizado – por ele durante horas? Pois é, a triste notícia do falecimento de um amigo num trágico acidente essa semana me lembrou do filme e de como pequenos detalhes como uma inocente ultrapassagem ou mesmo um cálculo errado no combustível podem transformar sua diversão numa bela duma encrenca. Mas há salvação.

Verifique sempre...
Verifique sempre…

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Documentos para mochilar no exterior

Mochilar no exterior é sempre uma aventura e tanto, mesmo para viajantes experientes. E como viajar com segurança é sempre fundamental, de saída o primeiro item do seu check list deve ser a verificação dos seus documentos.

Antes de tudo, providencie seu passaporte. O procedimento é trabalhoso, mas bastante simples. Basta obter a documentação exigida pela Polícia Federal, solicitar a emissão via internet (aqui), pagar a guia emitida também via internet (algo em torno de R$130 em 2011)  junto com a solicitação de emissão, agendar sua visita ao posto de atendimento mais próximo e aguardar o prazo de emissão, que varia muito de Estado para Estado e conforme a época do ano (férias, feriados etc.).

Nos países do MERCOSUL não é necessário passaporte, mas se você tiver o seu poderá carimbar nos postos de controle e trazer um belo souvenir para casa. Além disso, com um passaporte válido em mãos, não haverá qualquer dúvida acerca da sua identidade e o agente público dificilmente poderá criar algum problema. Caso não consiga emitir o documento a tempo ou preferir arriscar, consulte a relação de documentos exigidos nesses países aqui.

Caso vá dirigindo ou pretenda alugar um carro no exterior, é necessário obter uma PID – Permissão Internacional para Dirigir e adquirir um Seguro Carta Verde. Todas as informações para emitir esse documentos estão no post Roadtrip no Exterior .

Outro dado importante é que se você cruzar a fronteira com um veículo, tem que portar o respectivo documento de propriedade. Se você não for o proprietário, vai precisar de uma autorização dele permitindo que você o dirija no exterior. E se o possante estiver alienado, você terá que ligar para a financeira e solicitar uma autorização para que ele circule no exterior (nesse caso, boa sorte!). Nos dois últimos casos,o documento deve ser chancelado pela embaixada/consulado do país que você vai visitar, o que demanda certa antecedência.

Quanto ao veículo em si, pesquise sobre o país para onde vai: na Argentina o carro tem que carregar dois (?!)  triângulos de sinalização e cabo de aço com quatro metros de comprimento para reboque, no Chile não é permitido o uso de película (insul-film etc.) nos vidros dos carros e as autoridades apreendem os ilegais ou exigem que você tire o filme na unha e por aí vai. Também nunca é demais contactar a sua seguradora e perguntar por uma “extensão de percurso”, normalmente válida para a Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia.

Hoje, uma grande quantidade de  países também exigem do turista o  Certificado Internacional de Vacinação. Orientações sobre a saúde dos viajantes e informações sobre a emissão do certificado você encontra no site específico da ANVISA. Locais que emitem a carteira estão relacionados aqui. Em Sampa, a opção clássica é o Centro de Referência Imunológica do Hospital das Clínicas, que fica na Rua Eneas de Carvalho, 155. Funciona no térreo entre 7h e 15h, apenas de segunda a sexta.  Você não vai pagar nada, a carteira valerá por  dez anos a partir de dez dias depois da vacina (prazo que leva para que a imunização tenha efeito). Note que alguns países exigem trinta dias de antecedência e não os dez de praxe. Informe-se e confira também o post cuidados com remédios ao viajar, que dentre outras dicas lista alguns remédios imprescindíveis para uma viagem tranquila ao exterior.

E por falar em validade, todo e qualquer documento que você precisar no exterior deve ter validade com data porterior ao seu RETORNO ao Brasil. Procure deixar os documentos no cofre do hotel onde está hospedado e circule apenas com cópias, com exceção dos documentos do veículo quando estiver dirigindo e do passaporte, que deve estar sempre com você. Guarde também uma cópia autenticada em local seguro e diferente de onde está o seu passaporte  (bolso, sacola, mala, moneybelt, sapato, cueca etc.). Pode ser útil na ida, na volta, em trânsito, num consulado ou quando você for sequestrado pelas FARC. Bem, nesse caso nem tanto…

Finalmente, se for para o MERCOSUL, vale baixar a Cartilha do Cidadão disponível no site brasileiro oficial do tratado. Lá você encontra  informações oficiais,  interessantes e atualizadas.

Boa viagem!

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Finalmente: Guia de Museus Brasileiros

A relação do viajante com os museus é um dos temas mais interessantes pelos quais a conversa “mochila” pode enveredar. Muitos viajam apenas para conhecê-los, outros os enxergam como quadjuvantes nas viagens e reservam pouco tempo para apreciar suas belezas e há ainda aqueles que só os visitam se o tempo estiver ruim. Não importa qual é o seu perfil, você vai gostar de saber que o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura) acaba de publicar um guia que dados fundamentais de 3.118 museus (até 24/07/2011) de todos o Brasil, tais como ano de criação, endereço, acervo, acessibilidade, infraestrutura para recebimento de estrangeiros, site, email e telefone para contato, dentre outros.

O guia conta com 1.150 endereços só na região Sudeste e tem informações bem organizadas e atualizadas. Os museus estão divididos por região, estado e município, contam com legendas explicativas e um índice remissivo ao final. O site Museus na página dedicada ao  Guia disponibiliza a obra em formato PDF separado por regiões, como neste aqui que cataloga todos os museus do Sudeste.

Conforme informações do Cadastro Nacional de Museus, este é seu primeiro produto editorial e o mais atual e o mais completo guia já produzido na área no Brasil. A expectativa é de que ele facilite o acesso do público aos acervos brasileiros e promova a difusão de informações sobre o setor no país.  É claro que o mochileiro mais exigente sempre espera um pouco mais de apuro e informação, mas num país ainda imenso, caótico e deficiente de estrutura turística como o nosso, só o fato de ter sido esgotada essa fase inicial de levantamento dos museus já é algo a comemorar. Apesar de nem todos os museus terem informações de horário de funcionamento, por exemplo, ao menos alguns meios de contato foram listados em todos eles e isso por si só já é suficiente para organizar a visita. Aliás, mesmo que o horário esteja lá, sabe como é… melhor confirmar antes de por a mochila nas costas.

Conheça também o site Museus.art.br, de iniciativa da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. Apesar de conter links um tanto desatualizados, o site tem informações interessantes sobre a programação de museus do mundo todo, acervos e exposições virtuais. Curte o assunto? Conheça também a versão nacional da Revista Museu. Dotada de um acervo riquíssimo de reportagens, links e guias sobre o assunto, o forte da revista é a programação cultural, com guias atualizados e com enfoque diferenciado de tudo que acontece na área. Bora musear por aí!

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Lugares bacanas em São Paulo (4) TEMPLO ZULAI

Templo Zulai

O Templo Zu Lai é um belíssimo mosteiro budista com sede na cidade de Cotia-SP, distante a apenas 37km da capital paulista. Cada visita ao local é única, especialmente se você der sorte e pegar uma evento como a Festa do Ano Novo Chinês ou um Retiro de Meditação. Ok, no meu caso eu planejei mesmo ir durante a celebração, mas garanto que com ou sem festa a visita vale a pena. Muito!

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