São Francisco Xavier: cultura e lazer de montanha

Um dos cantos mais bacanas do Sudeste é justamente aqui, nas montanhas da Serra da Mantiqueira entre Minas e Sampa, onde poucos quilômetros separam Gonçalves, Campos do Jordão, Monte Verde, Joanópolis, Extrema, Santo Antônio do Pinhal e outras tantas cidadezinhas charmosas, aconchegantes e ricas em fauna e flora silvestre.

São Chico não é diferente. Como quase todas as vizinhas, foi passagem e pouso de tropeiros que vinham de Minas Gerais comercializar nas regiões mais povoadas do Vale do Paraíba, em especial São José dos Campos e Jacareí. Criado em 1892, o distrito de 322 km² viveu boa parte de sua história exclusivamente da agropecuária, mas desde 1992 sua vocação ecoturística cresceu, especialmente por conta de uma lei municipal que transformou mais da metade da cidade em área de preservação ambiental, impondo severas restrições ao desmatamento e a novas construções. São Chico hoje também é uma APA Estadual pela Lei n° 11.262 de 08/11/2002 e é a área verde mais significativa do Município de São José dos Campos.

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Gonçalves – MG : trilhar muito, comer bem e gastar pouco

ATUALIZADO EM JANEIRO/2014

Povo Varonil, matas floridas
Fontes e cascatas de belezas mil
O teu céu tem mais estrelas
És mineira És Brasil

Esses aí são os versos que antecedem o estribilho do hino de um dos lugares mais bonitos, românticos e agradáveis das Minas Gerais. Diferentemente das cidadezinhas mais conhecidas do sul de Minas, não há grandes lendas locais, tampouco centros históricos para visitar. Em Gonçalves, o lance é mais direto.

A história é simples. Começa em 1878, na vizinha Itapira, onde um político de nome Policarpo Júnior,  fundador do Partido Liberal de Pouso Alegre, cumpriu uma promessa feita a Nossa Senhora das Dores doando seis alqueires de terra de uma fazenda na divisa entre Minas e São Paulo, para construção de uma capela de sapé e taipa. Residiam no local três colonos matreiros de nome Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves e Antônio… Gonçalves.  Os três deram início ao povoado que cresceu lentamente até a Revolução de 1932, quando serviu de entreposto para movimentação de tropas rebeldes e daí pra frente só cresceu. Há, inclusive, um modesto museu aberto ao público em geral, dentro da Pousada do Quilombo, que conta com instrumentos, equipamentos e recortes de jornal da época.

Hoje, Gonçalves vive do turismo ecológico e da terra. Tem IDH abaixo da média nacional, mas seu crescimento é 50% maior que a média mineira e brasileira. Pousadas, restaurantes, pequenos hotéis, ateliés e pequenos produtores de especiarias, geléias, doces e agropecuária vem surgindo com força na região. Se você for pra lá, esqueça turismo de artesanato, religioso ou histórico: Gonçalves é pura mata e comida mineira.

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